Carta apócrifa de Rhonda Byrne, autora do best-seller The Secret, para a escritora Alessandra de Almeida Del’Agnese

Carta apócrifa de Rhonda Byrne, autora do best-seller The Secret, para a escritora Alessandra de Almeida Del’Agnese

Querida Alessandra,

Ainda que nossos caminhos tenham surgido em lugares diferentes do mundo, percebo nas suas palavras algo que sempre me foi muito caro: a compreensão de que a abundância começa dentro de nós.

Quando escrevi sobre o poder da gratidão e da intenção, minha esperança era simples — lembrar às pessoas que a realidade exterior é, muitas vezes, um reflexo silencioso do universo interior. Ao conhecer a proposta do seu livro sobre a chave da abundância, reconheci esse mesmo impulso: convidar o leitor a olhar para dentro antes de procurar fora.

Imagino, às vezes, uma conversa tranquila entre nós duas — talvez sentadas diante de uma mesa simples, com uma xícara de chá entre as mãos — falando sobre aquilo que mais tentamos ensinar em nossas páginas.

“Você percebe”, você talvez diria, “que muitas pessoas procuram a abundância como se fosse algo distante?”

E eu responderia: “Sim. Elas a procuram como quem busca uma porta escondida, quando na verdade a chave sempre esteve dentro delas.”

Você sorriria e acrescentaria: “No meu caminho de escrita, vejo que a gratidão é muitas vezes o primeiro passo. Quando alguém começa a agradecer pelo que já tem, algo muda por dentro.”

E eu concordaria: “A gratidão é como um sinal enviado ao universo — uma confirmação de que já reconhecemos a riqueza presente em nossas vidas.”

Talvez então chegássemos à mesma conclusão silenciosa: que abundância não é apenas possuir mais coisas, mas perceber mais profundamente aquilo que já existe.

Há algo profundamente poderoso em lembrar às pessoas que a prosperidade não se limita ao dinheiro ou ao sucesso visível. Ela se manifesta também na paz da mente, na generosidade entre pessoas e na capacidade de reconhecer beleza no cotidiano. Quando um autor desperta essa consciência em outro ser humano, ele não escreve apenas um livro — ele acende uma pequena luz.

Gosto de pensar que cada obra que fala sobre gratidão, esperança e mentalidade criadora é como uma chave diferente abrindo a mesma porta. Algumas pessoas entram pela porta da visualização, outras pela espiritualidade, outras pela reflexão diária. O importante é que descubram que sempre tiveram a chave nas mãos.

Continue escrevendo e lembrando às pessoas daquilo que muitas vezes esquecem: que pensamentos podem se transformar em caminhos, e que a gratidão é uma das formas mais simples de transformar a experiência da vida.

Quando mais vozes falam de abundância interior, mais o mundo se torna um lugar onde as pessoas se lembram de seu próprio poder.

Com apreço pela jornada de consciência que você compartilha com seus leitores,

Rhonda

Concebida por Palmarí H. de Lucena