Em 2025, enfrentamos um cenário onde doenças como o sarampo ainda ameaçam centenas de pessoas, principalmente em locais onde a cobertura vacinal não é suficiente para prevenir epidemias, como no Brasil e nos Estados Unidos.
No Brasil, depois de superar a histórica Revolta da Vacina em 1904, um robusto programa de imunização foi implementado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo vacinas gratuitas contra mais de 20 doenças. Apesar desses esforços, a recente queda nas taxas de vacinação requer vigilância contínua para controlar doenças como poliomielite e sarampo.
Nos Estados Unidos, a ressurgência de doenças já controladas torna-se alarmante, intensificada por um crescente movimento antivacina, muitas vezes alimentado por ideologias de extrema-direita que propagam desinformação, questionando a segurança e eficácia das vacinas. Este cenário compromete não apenas a saúde individual, mas também a imunidade coletiva, essencial para a proteção de toda a comunidade.
A situação é ilustrada por um surto recente de sarampo no Texas, onde mais de 200 pessoas foram infectadas, a maioria não vacinadas, incluindo uma criança de seis anos que, infelizmente, faleceu. Isso destaca a necessidade de reforçar a importância da vacinação.
Historicamente, os Estados Unidos conseguiram quase erradicar doenças como varíola e poliomielite graças a programas de vacinação eficazes. No entanto, a ameaça de seu retorno demonstra que o sucesso da vacinação requer vigilância constante.
A nomeação de Robert F. Kennedy Jr. como Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA adiciona uma nova camada a este debate. Conhecido por seu passado como cético das vacinas e associado ao movimento antivacina, Kennedy assumiu uma nova postura ao ser nomeado, declarando apoio às vacinações e reconhecendo seu papel crítico na saúde pública, especialmente após o surto de sarampo no Texas. Ele apelou aos pais para que consultem profissionais de saúde sobre a vacinação de seus filhos, enfatizando a importância das vacinas na promoção da imunidade comunitária.
A indicação de Kennedy gerou debates intensos, refletindo a necessidade de moderação de suas visões antivacina à luz de suas novas responsabilidades administrativas. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os desafios recentes e a história reforçam a necessidade de manter altas taxas de imunização e campanhas de conscientização para combater a hesitação vacinal e proteger futuras gerações das ameaças de epidemias devastadoras.
Este cenário enfatiza a importância de recordar as epidemias passadas e usar essa memória como incentivo para a vigilância contínua e a promoção da saúde pública através da vacinação.
Palmarí H. de Lucena